terça-feira, 12 de outubro de 2010

Caminhando...

Pow então ontem fui pra curitiba e fiquei sentado numa praça perto do Terminal "PORTÃO", tava curtindo um Rashid e pensando na vida, troquei o som, comecei a ouvi Colligere e comecei anda na rua sósinho, andando meio devagar e talz.
Tava ficando de "escuro" ja, o mp4 tava no ultimo então eu só ouvia musica e só via as bocas das pessoas mexendo quando olhavam pra mim, era engraçado a cena, andei em uma calçadinha no meio da rua, carros e onibus como se quisessem me atropelar e não podiam, passando bem perto de mim, deu vontade de sentar ali e ficar por um longo tempo ali, me fez bem isso, justo quando no meu ouvido tocava...


"E oque nós vamos guardar desses dias?
Os Flyers, as fotos? As cartas, os mortos que não deixamos enterrar?
Os velho lugares tem novas pessoas, quanto tempo vão durar?
Mudar o mundo será apenas mudar o mundo de lugar? "
Parte Dois - Colligere*

"Me fez pensar realmente tudo tem mudado muito, mais nada realmente mudou
será só que ficamos mais velhos e amargos, será que depois de todo nosso tempo perdido ainda assim ficamos amando mais nossas lembranças, cartas, fotos, bilhetes, amores e temores, mais doque amamos as pessoas? talvez procurando um lugar seguro em meio essas lembranças ou talvez procurando alguma parte disso que não estivesse morta em meio ao tempo?"

Estava muito frio, aquele vento cortante batia em mim, e o mais estranho era que eu me sentia vivo,
brincava com a fumaça quente que saia da minha boca, olhei as estrelas e as nuvens formavam figuras como se parecesse que estavam se divertindo la encima também.
Tentei esquecer tudo, preocupações, trabalho, casa, sonhos, esperanças, acho que tentei me esvaziar ao máximo...


"E arranquei as páginas dos livros e a melodia das canções.
Pelas ruas eu andei, colando minhas memórias.
Sou os vales e montanhas que meu humor imita. As águas que eu temi e as noites que tentei enfrentar.
Nesses dias em que tudo parece estar impregnado do seu contrário.
Eu me estilhaço em cacos... E o corpo se refaz a cada instante.
Nesses dias em que tudo parece estar impregnado do seu contrário.
Pensar incomoda como andar a chuva quando o vento cresce e parece que chove mais."
Vertigem - Colligere

E foi me esvaziando assim que eu me senti melhor, me senti mais vivo, só andando sósinho nas ruas, com meu moleton e meu mp4, tirando um tempo p pensar, esvaziar, despedaçar e remontar meu coração... e encher ele com o vento gelado que cortava meu rosto...
Pensei que realmente a vida no nosso interior consiste em 1 frase:
"- esvazie oque estiver cheio, e encha oque estiver vazio"

Acho que finalmente encontrei oque eu havia perdido, encontrei oque queria encontrado a muito tempo,
a paz de poder andar sósinho, a incerteza de não saber para onde estou indo, só, talvez com um nó na garganta que se certamente eu gritasse só os carros passariam por mim e continuariam enfrente como se não importasse oque eu fizesse, e minha antiga insegurança se tornou paz naquele momento

"Deixei todos os vícios que me deixavam só, menos a busca da solidão.
Não é o sabor dessa bebida mais amargo que a verdade de outro dia.
É tudo sobre evitar a dor. Mais do que encontrar formas de não partir.
Me dê um copo e divida a vida comigo e o fim sempre vai ficar pra depois.
Me dê a mão, aperte e encontre uma veia, uma velha passagem.
Esta é a fé do nosso tempo. Sintomático.
Eu confio no que tira dor!
Dentro ou fora buscando remédios que vão parar a dor.
Todos iguais na espera...
E o pior sempre será menos que o insuportável.
Mais água, mais um comprimido.
Já não posso com a dor, então não me faço de forte
É a riqueza que não circula.
É a família que não se conhece.
É o trabalho que não realiza.
É o amor que você não merece.
Todos têm uma fuga diferente neste jogo sujo."
Paciente - Colligere

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