quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

noite sem estrelas

E andei na noite, as luzes da cidade se apagando pouco a pouco, nenhuma estrela no céu me guiando, nenhum "norte" para me mostrar caminho, perdido, usado com ódio corroendo meu interior como se parecessem cobrar andando em minha pele, olhar vazio, vento frio, passos largos e rápidos para nenhuma direcção.
Respiro um pouco do ar frio e pesado, sem olhar para os lados, só correndo em uma direcção qualquer.
Que diabos me ensinou a a correr sempre mesmo sem um caminho traçado? Me sentindo um idiota por dentro, sem lugar para correr, sem aquele sentimento de "estar em casa", e acho que é por isso que corro tanto, por isso não olho para os lados, por isso me sinto assim, por estar longe de algo meu, por estar longe de casa, um lugar seguro, um berço.

Sem estrelas essa noite para me guiar, minhas estrelas mortas em minha mão e braço me guiam no escuro.
Não sei o que poderei encontrar no fim disso, mais tem que ser algo ou alguma coisa que tenha um real valor, felicidade, paz, amor.
Me sinto diferente não só da maneira de pensar, mais sempre me senti excluído, e queria não gostar disso, de ficar quieto no canto ouvindo minhas músicas, de ser como a maioria...
Não há nada demais em ser assim, beber, dar risadas, ter vários relacionamentos, se orgulhar disso, isso é um meio de vida, certo ou errado parece feliz, parece agradável, porque não consigo agir dessa forma? Ou se até tento não me sinto tão bem como os outros?

Vivo no meu mundinho agora, fechado, só meu, mais mais promessas falsas e corações quebrados.
Porque assim é uma forma de amenizar as dores, é uma forma de ter o controle e como consequência, faces se apagam no tempo, pessoas viram as costas sem dizer adeus...

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